23 de mar de 2011

LEVANTA, VEM PARA O MEIO E ESTENDE A TUA MÃO


UMA PLATEIA DE OBSERVADORES DE CULTO

Em um outro sábado, Jesus foi em um culto. Entrou na sinagoga e começou a ensinar. No meio do povo, estavam os escribas e fariseus. Aqueles homens estavam ali, como espectadores de culto, ou seja, estavam assistindo a àquela reunião para ver se Jesus faria alguma cura naquele dia, para o criticar. Eram como torcedores vendo um jogo de futebol pela torcida e esperando o momento certo para xingar a mãe do juiz.

Jesus, o Verbo Vivo, já havia se declarado Senhor do Sábado. Ora, o mundo foi criado pela palavra, pelo verbo. E Jesus é o verbo! E pela palavra, pelo verbo, pela ação do verbo, Deus fez o mundo. O verbo era Deus, estava com Deus e andava com Deus. No sétimo dia da criação, Jesus, Verbo Vivo, palavra que produz vida, descansou da obra de sua criação.

Mas os doutos judeus não reconheciam Jesus como o Messias e guardavam o sábado. Por isso, ficavam matutando uma maneira de acabar com aquele sujeito feio de Nazaré, que cumpria os ensinamentos da Torá, mas ao mesmo tempo, fazia com que alguns deles não tivessem sentido:
- Esse homem é um perigo no nosso meio! Ele faz o povo ficar sem controle. No sábado realiza umas magias que cura os doentes, prega uma tal de circuncisão do coração e se diz Filho de Deus! Vê se pode! Não pode! Essa multidão fica agitada e acaba com a nossa liturgia. Entram aqui dentro sem reverência, quando não ficam pelas ruas louvando a Deus, dizendo que estão cheios do Espírito Santo, num “reteté” misterioso, falando umas línguas esquisitas…. Até os mais colunáveis, como Zaqueu, coletor de imposto, subir em árvore para vê-lo passar; Jairo, grande na sinagoga, mandou empregado chamá-lo para dar um jeito na doença da filha. Não podemos deixar que ele continue fazendo isso! É um pecador, um fanfarrão blasfemador!

Jesus, porém, conhecia os seus pensamentos.

NO MEIO DOS ESPECTADORES, UM EXPECTADOR
Neste mesmo sábado, um homem resolveu ir ao culto. Ele tinha um problema sério e não podia estar ali. Sua mão direita estava ressequida ou mirrada. Em outras palavras, ela foi acometido por lepra. Segundo estudiosos da Torá, o médico da época era o sacerdote. Esse homem, sem nome, sem genealogia, apresentou-se ao sacerdote. Após o diagnóstico, foi decretado que ele não poderia mais conviver com os irmãos, amigos e vizinhos. Mas esse sujeito era um cara de fé, nutria expectativas, desejo de ficar curado, de levar uma vida normal. Provavelmente, fez um voto a Deus e a lepra não evoliu; contudo, a doença ficou na mão e não passou do pulso.

Para o judeu, sábado é um dia de buscar a Deus. E por conta dessa busca, cria-se uma grande expectativa sobre o domingo, primeiro da semana, pois os milagres poderiam mudar o ciclo da semana que se inicia. E esse sujeito resolve ir ao culto, mesmo correndo o risco de ser condenado a morte por apedrejamento, pois queria adorar a Deus, queria entrar na presença do Altíssimo e tinha expectativas sobre o que poderia acontecer depois. Ele não podia apresentar a mão em adoração, pois todos veriam o seu problema. A parte doente, fica escondida. Se fosse hoje, diria que ele meteu-a no bolso do paletó ou da calça. Ficou em um cantinho para não chamar a atenção, não precisar cumprimentar ninguém.


LEVANTA, VEM PARA O MEIO E ESTENDE A MÃO
Jesus viu a adoração sincera daquele homem e sua confiança de que poderia ser curado. E como estava ministrando, sabia que sua palavra estava produzindo esperança naquele coração. Fez um convite ao homem que tinha expectativa, ou melhor, que nutria uma esperança baseada em supostos direitos, probabilidades ou promessas. Convidou-o para que se levantasse e fosse para o meio, à frente de todos. E ele foi. Jesus, sábio como só ele é, disse ainda aos fariseus e escribas:
- Então, o que vocês acham? A lei permite, no sábado, fazer o bem? Ou não permite? Em um sábado, podemos salvar uma vida? Ou devemos deixá-la morrer?

Sem respostas verbais, Jesus olha para todos, mas como muito carinho para o homem que está no meio e pede que ele estenda a sua mão. Acredito que eles devem ter sorrido um para o outro. Sem, receios, sem medo o sujeito estende a mão, que aparece restaurada, curada, reconstruída. E o sorriso deve ter se transformado em alegria, em abraço, em pulo, em exaltação ao dono daquela palavra viva.

O convite de Jesus hoje é esse: levanta e vem para o meio, para o centro da minha vontade, para que eu torne públicos os milagres pelos quais você tem clamado em secreto. Para que eu restaure e cure a parte da tua vida que está doente, a parte que você tem vergonha de mostrar, por medo de ser criticado, apedrejado, ameaçado. 
Então, querido leitor, atenda ao chamado de Jesus hoje! Não fique pesando o tamanho do teu pecado ou que talvez você não seja digno. Que vida de crente não é para você, porque é! Deus te conhece muito antes da sua mãe engravidar. Ele sabe o teu nome e quer produzir mudança na tua história. Inicie esse novo ciclo com Jesus. Ele pagou tua dívida com preço de sangue na cruz do calvário! Por suas chagas fomos curados. Se hoje, você ouvir esse convite, levante-se, venha para o meio e estenda a tua mão.


Fonte: Lucas 6:1-11

Um comentário:

  1. Li e gostei muito de seu blog. Esta é uma mensagem inspiradora, o verbo que nos traz a vida. Que você continue escrevendo de forma precisa e com sabedoria vinda do Deus Todo Poderoso. Que Deus te abençoe!!!

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